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© sem papas na língua

neste blogue digo o que fica por dizer nos outros lugares.

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13.01.21

se pensaste em partir, pára aqui.

Ana a Abelha

quando eu dizia ao meu primeiro psiquiatra que queria morrer, ele dizia sempre: a Ana só não quer viver a vida como ela é neste momento. e ele tinha razão. se eu parar para pensar, é sempre porque estou a sofrer com as circunstâncias. hoje foi a minha mãe a atirar para trás das costas um: estou a ficar farta disto. eu senti-me descartável. senti-me sem ter direito à minha identidade. pensei em adormecer para sempre. depois lembrei-me que a minha gata, com os seus dezoito anos, está a lutar para estar viva e lembrei-me da ordem que estabeleci: eu não morro antes dela e nem depois da minha mãe. e então, liguei para uma linha de apoio e estive a falar com uma psicóloga. chorei como não chorava há muito, muito tempo. tomei os sos em cima da medicação da noite, fiquei sedada e calma. vou dormir e esperar pelo sol da alvorada.

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